"Alma gêmea da minha alma, flor de luz da minha / Sublime estrela caída das belezas da amplidão, / Quando eu errava no mundo triste e só, / No meu caminho chegaste, devagarzinho, e encheste-me o coração..."
Chico Xavier
Ele realmente levou minha mãe ao médico durante os 40 dias. Senti uma enorme gratidão por tudo que ele estava fazendo pela minha família. Tive sorte de tê-lo conhecido e feito amizade com uma pessoa tão solidária. Além dessa ajuda, ele nos levava para conhecer muitos lugares, e até queria pagar as nossas despesas. Ele sabia que tínhamos acabado de chegar do Brasil e que, no início, não é fácil para ninguém.
Após dois anos, voltamos para o Brasil. Graças a Deus, meus pais conseguiram comprar um apartamento. Quando voltei, continuei o namoro com a Danieli durante um tempo, mas nos desentendemos devido a problemas particulares.
Depois disso, refleti muito sobre minha vida. Como meu irmão queria voltar para o Japão, retornamos juntos. Meu desentendimento com Danieli foi o que mais pesou nessa decisão.
Após outros dois anos no Japão, tirei férias e voltei ao Brasil. Embora não planejasse, acabei encontrando a Danieli e voltamos a namorar. Minha intenção era ficar no Brasil no máximo três meses para visitar a família, parentes e amigos, mas acabei ficando por aqui porque meu relacionamento com a Danieli ficou sério e resolvemos "ficar juntos para sempre". Assim, nos casamos e decidimos que seria a nossa vez de ir ao Japão para comprar nossa casa própria.
Eu já conheço o Japão, sei como as coisas funcionam por lá, mas para Danieli será tudo novidade. Por isso, resolvemos adiar um pouco mais a ida para que ela se prepare, estude o idioma japonês para não enfrentar as mesmas dificuldades pelas quais passei. Enquanto espero a Danieli se preparar, estou cuidando da casa que meus pais compraram. Eles foram passar férias no Japão e visitar meu irmão. Eu estou substituindo meu pai em seu trabalho como representante de vendas.
O Japão significou uma fantástica experiência de vida, de crescimento em todos os sentidos, especialmente porque aprendi a respeitar e valorizar as pessoas.
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Olá! Eu sou a Danieli. Comecei a namorar o Rodrigo aos 12 anos, quando ele tinha 16. Chorei muito quando ele partiu para o Japão. Durante seis meses pedi para que ele voltasse.
Uma vez, ele me telefonou contando que tinha discutido com a família porque queria voltar ao Brasil, mas seus pais explicaram que, sem ele, seria uma renda a menos, o que atrasaria os planos para a compra de uma casa própria.
Até que um dia caiu a ficha. Para mim, seria bom ele voltar, porque ficaria perto de mim. Mas, para ele, seria ruim não ter uma casa própria e nem um bom emprego no Brasil. E os pais dele teriam mesmo de ficar mais tempo no Japão. Então pensei bem e mudei de atitude, comecei a incentivá-l, a lhe dar forças.
Assim, passaram-se dois anos. Eles conseguiram juntar dinheiro e compraram a casa que tanto desejavam.
Rodrigo & Danieli
Continua na próxima 4ª feira!