"Alma gêmea da minha alma, flor de luz da minha / Sublime estrela caída das belezas da amplidão, / Quando eu errava no mundo triste e só, / No meu caminho chegaste, devagarzinho, e encheste-me o coração..."
Chico Xavier

A vida é mesmo muito estranha. Quando o Rodrigo estava longe, chorava todos os dias de saudade. Por dois anos, esperei ansiosamente que voltasse para ficarmos juntos. Mas, quando ele voltou, tivemos um desentendimento e terminamos nosso namoro. Mas eu pensei bem depois... Eu queria voltar, porque... Bom, porque eu ainda o amava. Deixei meu orgulho de lado e o procurei, fui na sua casa, mas ele já havia se mudado. Perguntei para os amigos e vizinhos, mas ninguém tinha o endereço da nova residência, e todos me diziam:
"Alma gêmea da minha alma, flor de luz da minha / Sublime estrela caída das belezas da amplidão, / Quando eu errava no mundo triste e só, / No meu caminho chegaste, devagarzinho, e encheste-me o coração..."
Chico Xavier
Ele realmente levou minha mãe ao médico durante os 40 dias. Senti uma enorme gratidão por tudo que ele estava fazendo pela minha família. Tive sorte de tê-lo conhecido e feito amizade com uma pessoa tão solidária. Além dessa ajuda, ele nos levava para conhecer muitos lugares, e até queria pagar as nossas despesas. Ele sabia que tínhamos acabado de chegar do Brasil e que, no início, não é fácil para ninguém.
"Alma gêmea da minha alma, flor de luz da minha / Sublime estrela caída das belezas da amplidão, / Quando eu errava no mundo triste e só, / No meu caminho chegaste, devagarzinho, e encheste-me o coração..."
Chico Xavier

Como estava ficando muito repetitivo, o sr. Tanaka me puxou para um canto e me explicou que "Oji-san" significa "tio", e, no Japão ninguém gosta desse tipo de tratamento, que é comum no Brasil. Devíamos chamá-lo pelo sobrenome.
"Alma gêmea da minha alma, flor de luz da minha / Sublime estrela caída das belezas da amplidão, / Quando eu errava no mundo triste e só, / No meu caminho chegaste, devagarzinho, e encheste-me o coração..."
Chico Xavier

- Nós estávamos onde tem um telão de propaganda e em frente um ponto de táxi - respondi. Somente depois é que fomos descobrir que havia quatro saídas com a mesma descrição.
Ele não disse nada, coçou a cabeça e saiu resmungando:
"Alma gêmea da minha alma, flor de luz da minha / Sublime estrela caída das belezas da amplidão, / Quando eu errava no mundo triste e só, / No meu caminho chegaste, devagarzinho, e encheste-me o coração..."
Chico Xavier

"Ufa!!! Que sorte" Ainda bem que é mesmo brasileiro", pensei. E assim seguimos; um grupo de brasileiros alguns japoneses, andando apressadamente. Até o momento, havíamos nos saído muito bem, sem nenhum problema. Nas estação de Nagoya, procuramos a saída principal, como nos descreveram: "Esperem na saída onde tem um telão grande de propaganda, em frente a um ponto de táxi. O sr. Tanaka irá buscá-los, ele aparenta uns 60 anos e usa óculos". Colocamos a fitinha dourada de identificação na camisa e ficamos esperando. O combinado era ele estar ali às 20h. Esperamos, esperamos e esperamos, e nada do sr. Tanaka aparecer.